Felipe, de 6 anos, chega afobado à sala de aula e convoca uma reunião com seus colegas de classe e com sua professora: "Vocês precisam me ajudar! Pode ser?" Sem ouvir a resposta afirmativa dos demais, começa a explicar seu problema: "Gente, meu aniversário é na semana que vem e queria muito que minha irmã viesse, mas como ela mora em Londres, talvez ela não venha por causa da fumaça do vulcão. Então, tenho um plano: quero todo mundo na minha casa amanhã pra gente construir umas placas de metais beeeemmm grandes! Aí, a gente chama uns helicópteros que vão levar essas placas até a boca do vulcão e tampá-lo...Depois que minha irmã chegar no Brasil, ele pode ser destampado e aí pode soltar quantas fumaças ele quiser!"
Alguns de seus colegas começam a rir e a professora questiona o por quê das risadas. Uma das meninas explica que esse plano é "quase impossível, afinal não é tão fácil arranjar helicópteros. Depois de alguns segundos, logo surge mais um plano infalível, dessa vez dito por Isabel, também de 6 anos: "É simples! A gente pode ir no carro da minha mãe!"
Alguns de seus colegas começam a rir e a professora questiona o por quê das risadas. Uma das meninas explica que esse plano é "quase impossível, afinal não é tão fácil arranjar helicópteros. Depois de alguns segundos, logo surge mais um plano infalível, dessa vez dito por Isabel, também de 6 anos: "É simples! A gente pode ir no carro da minha mãe!"
(Ao lado deles, cada vez mais, resignifico minha vida).

